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Eu te ajudo

Há muita indiferença no mundo, mas ajudar as pessoas é uma das tarefas mais dignas e louváveis que o ser humano pode realizar.
Certo homem andou o dia todo pela cidade, procurando emprego. Muito cansado, parou em frente a um supermercado. Percebeu que um homem olhava para ele, parecia ser o dono. Aproximou-se e disse:
– Amigo, estou andando o dia inteiro, não tenho nenhum dinheiro, mas estou com muita fome. O senhor poderia me dar algo para comer?
O homem do supermercado,  com um olhar de desprezo, o mediu dos pés a cabeça e disse:
– Eu não posso matar a fome de todos que batem a minha porta e  também não tenho culpa pela situação do povo.
O homem, muito triste, abaixou a cabeça e foi andando, sem forças e sem destino algum, até que chegou a uma praça. Sentou-se no banco e viu uma nota de 20 reais no chão. Subitamente, a pegou e olhou em volta. A nota poderia ser de uma outra pessoa que também estivesse precisando. Todavia, não havia mais ninguém lá .
Ele saiu da praça com o objetivo de comprar algo para comer. Mas seus passos foram logo interrompidos pelo barulho de algo que mais parecia um tiro.
Alarmado, viu, um pouco adiante, um vulto de um homem caído ao chão e outro mais adiante correndo. A vítima estava ensanguentada. Tinha sido um assalto e o ladrão atirou covardemente na vítima, após roubá-la.
– Socorro! – agonizava o homem caído ao chão.
– Eu te ajudo – respondeu o pobre senhor. – Espere um segundo.
Imediatamente, correu a um orelhão próximo, fez uma ligação para a emergência, e voltou até onde a vítima estava. Em seguida, rasgou a própria camisa e colocou-a sobre o ferimento para que a vítima não perdesse tanto sangue. E lá permaneceu até chegar o socorro.
Logo que a ambulância chegou, o homem foi levado às pressas ao hospital. Os médicos conseguiram salvar a vítima, mas reconheceram que, se aquele homem sem camisa não tivesse chamado a emergência a tempo, certamente o paciente teria morrido.
O paciente se recuperou, e queria agradecer ao senhor que lhe socorreu.
Mas nunca mais voltou a ver aquele homem generoso que rasgou a própria camisa para ajudá-lo, aquele que chamou o socorro no momento em que não havia ninguém na rua, o mesmo homem que lhe pediu um pouco de comida no dia em que foi assaltado.

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