Pular para o conteúdo principal

O homem que não viu ninguém


 No antigo reino de Qi havia uma vez um homem que tinha uma sede insaciável de ouro. Infelizmente, ele era muito pobre e seu trabalho não lhe permitia obter grandes riquezas. Ele só contava com o suficiente para sobreviver. Mesmo assim, vivia completamente fascinado pela ideia de obter ouro.

Este homem sabia que no mercado havia vários mercadores que colocavam lindas figuras de ouro em suas bancas de vendas. Tais objetos repousavam em um lindo manto de veludo. Os homens ricos da cidade iam ali e os tomavam em suas mãos para observá-los. Às vezes compravam e às vezes não.

O homem da nossa história inventou um plano para se apoderar de uma daquelas figuras que brilhavam ao sol. Assim, um dia ele colocou suas melhores roupas e seus melhores ornamentos. Então, foi ao mercado e fingiu observar as peças de ouro. Depois, sem pensar duas vezes, pegou uma delas e saiu correndo . Não havia avançado mais de duas ruas quando foi pego.

Os guardas lhe perguntaram como ele pensara em roubar o ouro assim, em plena luz do dia e com centenas de testemunhas à sua volta. O homem respondeu que não havia pensado em nada disso. Só pensou no ouro e não viu mais nada.

A ganância é um tipo de cegueira.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A carta de Thomas Edison

Certo dia, Thomas Edison chegou em casa com um bilhete para sua mãe. Ele disse: “Meu professor me deu este papel para entregar apenas a você.” Os olhos da mãe lacrimejavam ao ler a carta e resolveu ler em voz alta para seu filho: “Seu filho é um gênio. Esta escola é muito pequena para ele e não tem suficiente professores ao seu nível para treiná-lo. Por favor, ensine-o você mesmo!!” Depois de muitos anos, Edison veio a se tornar um dos maiores inventores do século.  Após o falecimento de sua mãe, resolveu arrumar a casa quando viu um papel dobrado no canto de uma gaveta. Ele pegou e abriu. Para sua surpresa era a antiga carta que seu professor havia mandado a sua mãe, porém o conteúdo era outro que sua mãe leu anos atrás. “Seu filho é confuso e tem problemas mentais. Não vamos deixá-lo vir mais à escola!!” Edison chorou durante horas e então escreveu em seu diário: “Thomas Edison era uma criança confusa mas graças a uma mãe heroína e d...

Casinha branca

Eu tenho andado tão sozinho ultimamente Que não vejo em minha frente Nada que me dê prazer Sinto cada vez mais longe a felicidade Vendo em minha mocidade Tanto sonho a perecer. Eu queria ter na vida simplesmente Um lugar de mato verde Pra plantar e pra colher Ter uma casinha branca de varanda Um quintal e uma janela Para ver o sol nascer. Às vezes saio a caminhar pela cidade À procura de amizades Vou seguindo a multidão Mas eu me retraio olhando em cada rosto Cada um tem seu mistério Seu sofrer, sua ilusão. Eu queria ter na vida simplesmente Um lugar de mato verde Pra plantar e pra colher Ter uma casinha branca de varanda Um quintal e uma janela Para ver o sol nascer. Gilson

Epitáfio para o século XX

1.   Aqui jaz um século onde houve duas ou três guerras mundiais e milhares de outras pequenas e igualmente bestiais. 2. Aqui jaz um século onde se acreditou que estar à esquerda ou à direita eram questões centrais. 3. Aqui jaz um século que quase se esvaiu na nuvem atômica. Salvaram-no o acaso e os pacifistas com sua homeopática atitude -nux vômica. 4. Aqui jaz o século que um muro dividiu. Um século de concreto armado, canceroso, drogado,empestado, que enfim sobreviveu às bactérias que pariu. 5. Aqui jaz um século que se abismou com as estrelas nas telas e que o suicídio de supernovas contemplou. Um século filmado que o vento levou. 6. Aqui jaz um século semiótico e despótico, que se pensou dialético e foi patético e aidético. Um século que decretou a morte de Deus, a morte da história, a morte do homem, em que se pisou na Lua e se morreu de fome. 7. Aqui jaz um século que opondo class...