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Mostrando postagens de novembro, 2025

A mulher

  Ó Mulher! Como és fraca e como és forte! Como sabes ser doce e desgraçada!   Como sabes fingir quando em teu peito   A tua alma se estorce amargurada!   Quantas morrem saudosa duma imagem.   Adorada que amaram doidamente!   Quantas e quantas almas endoidecem   Enquanto a boca rir alegremente!   Quanta paixão e amor às vezes têm   Sem nunca o confessarem a ninguém   Doce alma de dor e sofrimento!   Paixão que faria a felicidade.   Dum rei; amor de sonho e de saudade,   Que se esvai e que foge num lamento!   Florbela Espanca