Na sala de aula, a professora pediu aos alunos que fizessem uma
redação com o título “O que eu gostaria de ser”. O tema era livre: as crianças
poderiam ser um personagem, um objeto, uma pessoa ou um animal…
Já em casa quando
corrigia as redações dos seus alunos, deparou-se com uma que a surpreendeu. O
marido entrou na sala nesse momento e, vendo-a chorar, perguntou o que havia
acontecido. Ela apenas lhe entregou a redação e pediu que lesse.
O marido começou a
ler:
“Eu queria ser uma
televisão. Quero ocupar o espaço dela, viver como ela vive.
Ter um lugar
especial para mim e conseguir reunir a minha família ao meu redor.
Ser levado a sério
quando falar, ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções e
perguntas.
E se eu estiver
calado, quero receber a mesma atenção que a televisão recebe quando não
funciona.
Ter a companhia do
meu pai quando ele chega em casa, mesmo cansado.
Que a minha mãe me
procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de me ignorar.
Que os meus irmãos
briguem para poderem estar comigo!
Quero sentir que a
minha família deixa tudo de lado de vez em quando, para passar alguns momentos
comigo.
Por fim, como a
televisão faz, quero poder divertir a todos de minha família.
Se eu fosse uma
TV, eu viveria com a mesma intensidade que a televisão da minha casa vive.”
Ao terminar de ler, o marido emocionado diz para a esposa:
– Meu Deus, coitado desse menino… que pais que ele
tem!
A professora olhou bem nos olhos do marido e disse
chorando:
– Essa redação é do nosso filho!

Comentários
Postar um comentário