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Marmita vazia


 

Era manhã cedo quando Bob saiu de casa com sua mochila gasta e a marmita vazia. O estômago roncava, mas ele já estava acostumado: muitas vezes, o almoço era apenas silêncio. Na escola, tentava disfarçar a fome com sorrisos tímidos, mas os colegas percebiam o olhar perdido e a falta de energia.

 Na hora do recreio, Bob caminhou até o bebedouro. A água era o único consolo que tinha. Enquanto bebia, seus amigos se entreolharam em silêncio. Sem combinar palavras, cada um tomou uma decisão simples, mas poderosa: dividir. Um tirou da mochila um pedaço de bolo, outro colocou um sanduíche, outro ainda acrescentou frutas. Um a um, foram enchendo a marmita que antes estava vazia.

 Quando Bob voltou, encontrou sua marmita transformada em um banquete improvisado. Os olhos se encheram de lágrimas, não apenas pela comida, mas pelo gesto.

 Crianças são observadoras. Elas já haviam percebido o problema de Bob.

 Naquele dia, Bob entendeu que a fome machuca, mas a generosidade silenciosa dos colegas faz a diferença.

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