Pular para o conteúdo principal

Ética e vergonha na cara


 Em uma corrida de Cross-country, o queniano Abel Muttai estava a poucos metros da linha de  chegada, quando se confundiu com a sinalização, pensando que já havia completado a prova. Logo  atrás, vinha o espanhol Iván Anaya que, vendo a situação, começou a gritar para que o queniano  ficasse atento, mas Muttai não entendia o que o colega dizia. O espanhol, então, o empurrou em  direção à vitória.  Um jornalista perguntou a Iván:
  - Por que o senhor fez isso?" Iván respondeu com outra pergunta:
  - Isso o quê? Ele não havia entendido a pergunta… 
 O meu sonho é que um dia possamos ter um tipo de vida comunitária, em que a pergunta feita pelo  jornalista não seja mesmo entendida, pois não pensou que houvesse outra coisa a ser feita do que  aquilo feito por ele.  Veja o restante da entrevista:
  - Por que o senhor deixou o queniano ganhar?
  - Eu não o deixei ganhar, ele ia ganhar.
  - Mas o senhor podia ter ganhado! 
  - Mas qual seria o mérito da minha vitória? Qual seria a honra dessa medalha? O que minha mãe iria   achar disso?
  Honra, ética e vergonha na cara são princípios passados de geração em geração.
  Não deixe que esses princípios se percam! 

Mário S. Cortella (Texto adaptado por Anéria Lima)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A carta de Thomas Edison

Certo dia, Thomas Edison chegou em casa com um bilhete para sua mãe. Ele disse: “Meu professor me deu este papel para entregar apenas a você.” Os olhos da mãe lacrimejavam ao ler a carta e resolveu ler em voz alta para seu filho: “Seu filho é um gênio. Esta escola é muito pequena para ele e não tem suficiente professores ao seu nível para treiná-lo. Por favor, ensine-o você mesmo!!” Depois de muitos anos, Edison veio a se tornar um dos maiores inventores do século.  Após o falecimento de sua mãe, resolveu arrumar a casa quando viu um papel dobrado no canto de uma gaveta. Ele pegou e abriu. Para sua surpresa era a antiga carta que seu professor havia mandado a sua mãe, porém o conteúdo era outro que sua mãe leu anos atrás. “Seu filho é confuso e tem problemas mentais. Não vamos deixá-lo vir mais à escola!!” Edison chorou durante horas e então escreveu em seu diário: “Thomas Edison era uma criança confusa mas graças a uma mãe heroína e d...

Casinha branca

Eu tenho andado tão sozinho ultimamente Que não vejo em minha frente Nada que me dê prazer Sinto cada vez mais longe a felicidade Vendo em minha mocidade Tanto sonho a perecer. Eu queria ter na vida simplesmente Um lugar de mato verde Pra plantar e pra colher Ter uma casinha branca de varanda Um quintal e uma janela Para ver o sol nascer. Às vezes saio a caminhar pela cidade À procura de amizades Vou seguindo a multidão Mas eu me retraio olhando em cada rosto Cada um tem seu mistério Seu sofrer, sua ilusão. Eu queria ter na vida simplesmente Um lugar de mato verde Pra plantar e pra colher Ter uma casinha branca de varanda Um quintal e uma janela Para ver o sol nascer. Gilson

Epitáfio para o século XX

1.   Aqui jaz um século onde houve duas ou três guerras mundiais e milhares de outras pequenas e igualmente bestiais. 2. Aqui jaz um século onde se acreditou que estar à esquerda ou à direita eram questões centrais. 3. Aqui jaz um século que quase se esvaiu na nuvem atômica. Salvaram-no o acaso e os pacifistas com sua homeopática atitude -nux vômica. 4. Aqui jaz o século que um muro dividiu. Um século de concreto armado, canceroso, drogado,empestado, que enfim sobreviveu às bactérias que pariu. 5. Aqui jaz um século que se abismou com as estrelas nas telas e que o suicídio de supernovas contemplou. Um século filmado que o vento levou. 6. Aqui jaz um século semiótico e despótico, que se pensou dialético e foi patético e aidético. Um século que decretou a morte de Deus, a morte da história, a morte do homem, em que se pisou na Lua e se morreu de fome. 7. Aqui jaz um século que opondo class...