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Louva-a-deus


          
Um violão nas costas
um grafiti na parede que grita
um nascer do sol ignorado
um beijo esquecido.
Toda a história da humanidade está numa música.
Ferimos quem amamos
e devoramos quem nos dá prazer.
Louvamos a busca vã pela eternidade
e por onde passamos
a liberdade prende a si mesma no infinito aberto.
A violência dança
e eu escolho fugir para o refúgio do poeta
fatal território onde prevalece o fino fio
do equilibrista
que nos convida
a breves tentativas de viver o carpe diem.
Todos buscamos o equilíbrio
e o proibido nos atrai para nos dilacerar ou nos salvar.
Na vida, só há uma certeza:
A verdade mente
quando o amor é superestimado
forjado de uma vaidade
que diz que sou
único
merecedor
admirável
o melhor.
Eu sou um louva-a-deus e fui programado para falhar
mas também olhar para o alto.
A poesia do louva-a-deus traduz a jornada humana.

Anakin Ribeiro


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