Um grupo de sociólogos realizou uma pesquisa em uma
favela, procurando estabelecer dados estatísticos sobre a probabilidade das
crianças moradoras daquela comunidade se tornarem, após vinte anos, marginais
devido à realidade cultural e social dos habitantes daquele lugar. A
perspectiva era que parte daquelas crianças nem estivesse vivas e que pelo
menos 85% fossem traficantes.
Após vinte anos, os
sociólogos retornaram àquela mesma favela e tiveram uma grande surpresa:
nenhuma daquelas crianças morreu ou se tornou traficante. Eles não
compreenderam o fato e resolveram realizar uma nova pesquisa através de
entrevistas para levantar dados que pudessem justificar o acontecido. Foi então
que descobriram que há vinte anos houve uma professora naquela comunidade, a
tia Ana, a qual amou as crianças e tratou-as de forma diferente de qualquer
professora que já estivera naquele local. A tia Ana ensinara àqueles pequenos
seres princípios de caráter, bondade e fé, marcando a vida de cada um que
passou em suas mãos.
Tia Ana, àquela altura, já
havia morrido, mas deixou marcas que mudaram a história das crianças e da
própria comunidade, anulando uma perspectiva futura que parecia certa e
surpreendendo a todos.

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