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Síndrome do Super-Homem


 

Há pessoas que desgastam nossa empatia.

Há pessoas que só querem ser servidas.

Há pessoas que só querem ser salvas.

Há aquelas que cobram tudo, mas nunca dão nada.

Há quem só aponte defeitos.

E há quem, sob o manto do moralismo,

Quer ser o exemplo da virtude.

 

É impossível ser bom a todo tempo.

É impossível ser paciente a todo tempo.

É impossível ser inteligente a todo tempo.

 

Esse cabo de guerra entre a besta e o Super-Homem

Sobre o abismo

Será evolução, inevitável filosofia,

Tola frustração ou crucial maniqueísmo?

 

Eu não gosto de quem sempre concorda comigo.

 

Se você ajudar a todos, você será ferido

Em algum momento.

Se você socorrer a todos, a flecha da ingratidão

Traspassará o peito do homem tolo que você é

Em algum momento.

 

Então, ame a todos.

Quem você é, é o que importa.

Quem você é, não importa.

E essa síndrome de querer ajudar a todos,

De querer salvar a todos

Será a nossa pedra de Sísifo

Ou o bem mais ingênuo

Ou ainda a decepção mais ingênua.

 

Eu quero que você discorde mim.

 

O único vilão nisso tudo é o coração,

Este multiverso onde residem infinitos mundos,

Infinitos desejos, infinitos egos...

 

Então é para ser indiferente ao sofrimento alheio?

Se você me pergunta isso, você não entendeu nada!

 

A verdade é desprezada pela humanidade.

Desse modo, não esperem palavras doces, ó hipócritas.

Fome, guerras, crimes, drogas e doenças

Percorrem o mundo como gritos silenciosos

E de quem é a culpa?!

 

Bilhões de idiotas ignoram tudo isso.

Esperamos que a coragem transforme o amor em tinta

Para que escrevamos uma ode ao conhecimento e à insatisfação

Porque a vida é uma criança pedindo socorro.

Heróis inspiram ou subvertem, salvam ou ignoram.

Força é poesia.

 

Causa e consequência são as únicas leis que nos regem.

A maldade e a adversidade sempre ameaçarão a vida.

 

Portanto, não acreditem em mim.

Para o alto e avante!

 

Salve-se a si mesmo.

E você salvará o mundo.

 

Anakin Ribeiro

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