Se você ler ou
recitar este poema,
você será imortal.
Porque este texto
é sagrado.
E sabe por que
esse texto é sagrado?
Porque a minha
respiração é sagrada,
as batidas do meu
coração são sagradas,
meu sangue é
sagrado,
assim como o meu
suor,
minhas lágrimas,
meu sofrimento e
minha alegria.
Este poema não
será lido em templos
Nem louvará
divindades.
Em segredos,
sagrados, sincronizados
sons e silêncios,
o poema singra na alma.
Seremos espancados
por realidades
perversas
e choraremos
lágrimas de sangue.
Todavia, a
esperança chegará
na forma de um
espelho quebrado.
Dito isso, o
cálamo sacratíssimo
das emoções reluzirá
nossa pequenez
e eu cometerei novos
erros.
Todavia, a redenção
chegará
na forma de um céu
estilhaçado.
E visto que
perdoar é a mais difícil lição,
um dia vou gritar
exasperado
com minhas versões
anteriores
e desenharei no ar
o cio da beleza,
a chance
transcendental,
a metafísica do
acreditar,
o amigo invisível,
a escuridão
necessária,
e só assim
sorrirei por ser digno
de mandar a morte
se foder
alguma vez na
vida.
Portanto, meu
espírito abraçará o horizonte
enquanto meu corpo
estiver deitado no colo do vazio,
mas nada disso
terá importância
se eu não
transformar a solidão em sacrifício
ou em irreverência,
sisudez ou gargalhada.
Essas palavras são
sagradas
à medida que a
liberdade luta com o inesperado,
o céu se torna
azul, cinza ou negro
e a vida tenaz
como a destreza de um peixe-espada.
Esse poema é
sagrado
porque é para
você.
Anakin Ribeiro

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