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O riso e a ofensa


 

Um sábio caminhava com seu discípulo pela beira do rio. O jovem, curioso, perguntou:

— Mestre, por que alguns homens não se ofendem quando são chamados de algo que não são?

O sábio sorriu e respondeu:
— Chame um homem rico de pobre, e ele rirá. Chame um homem forte de fraco, e ele rirá. Chame um gênio de idiota, e ele rirá.

O discípulo franziu a testa:
— Então ninguém se ofende?

O sábio parou, olhou para a água correndo e disse:
— Só se ofende o homem quando é verdade. A palavra é como o rio: se reflete o que está na margem, não há engano. Mas se mostra o que está escondido, aí dói.

O discípulo ficou em silêncio, entendendo que a maior ferida não vem da boca dos outros, mas do espelho que revela aquilo que tentamos negar.

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